quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

- Viagens e Descobertas.

28 dias viajando, 1 mês, e dessa vez fui para fora com uma maturidade diferente, com uma visão diferente da que eu tinha cinco anos atrás. Uma garota, uma mulher, sozinha e fora do país pela primeira vez com seus recém 18 anos não sabe muito bem sobre o mundo.. Mas agora eu sei que posso finalmente dizer que entendo as duas questões “não há lugar melhor que o nosso lar” e “pequenos gestos e pessoas podem mudar sua forma de pensar”.
Durante esse um mês, eu viajei com meus pais e minha irmã, minha família. Visitei lugares onde nunca estive e retornei ao primeiro lugar que fui, com amigos antigos e queridos que realmente nos fizeram e sempre fazem com que nos sintamos em casa. Esse período foi bacana, todos amadurecidos, com visões diferentes, tendo experiências diferentes, mas com aquela boa e velha convivência, aquela sensação de que “nos vimos semana passada”. Aquela saudade boa, tanto na vinda como na partida, mas a volta sempre aperta mais o peito.
Durante esse tempo, conheci pessoas com quem tive conversas que realmente me fizeram sorrir, pequenas conversas que me fizeram conhecê-las, conversas que me fizeram entender coisas que eu já pensava mas não sabia muito bem como interpretar.
Seguem três exemplos: o primeiro sendo de uma moça por volta de seus 20 e poucos anos, trabalhando em uma loja de roupas e no começo somente tentando entender as coisas que minha mãe tentava dizer para ela. Depois passamos a conversar e saímos da loja dizendo que ela agora era “parte da família”, pois achou nossa energia e humor ótimos, ficou feliz pelos 25 anos de casado dos meus pais e disse que adorou nossa família;
O segundo é um homem, em seus quase 40 anos, trabalhando na loja de conveniência do primeiro posto de gasolina aonde nos aventuramos, tentando descobrir como abastecer o carro com um cartão de crédito que não sabia se passava ou não. Ao ir pagar a gasolina dentro da loja, ele viu que não éramos de lá, através dos dados do cartão e nosso problema com o mesmo, e questionou o que eu achava dos Estados Unidos depois de me perguntar sobre o Brasil. Perguntou também qual lugar era melhor, e após eu dizer que ambos tinham seus prós e contras, ele finalizou com a frase que me fez pensar até agora: “Viajar é bom, mas não existe lugar como nossa casa. Aqui pode ser bom, mas tenho certeza de que lá é melhor, pois é lá que está sua vida”, e bem, agora eu vejo que concordo com ele;
E por último, uma moça, também nos seus 20 e poucos anos, trabalhando em uma loja de doces em Savannah. Quando começamos a conversar, eu disse que ela parecia sempre trabalhar feliz, pois o lugar aonde ela trabalhava era bastante alegre, afinal, quem não gosta de doces e não fica feliz com eles? Ela disse que sim, mas que não gostava muito de doces, que curtia mais ver as pessoas felizes e dava risada quando brincavam com ela dizendo que ela poderia comer todos os doces que quisesse. Após saber que éramos brasileiros, ela sorriu, dizendo que estava feliz por estar visitando o Brasil, um lugar que ela nunca havia conhecido, e que na semana anterior havia também visitado a Austrália e mais alguns países. O barato disso tudo é que ela se sentia feliz por isso, por conhecer histórias, e após conversarmos sobre nossa viagem de carro e a última que ela havia feito, brinquei dizendo que ela poderia nos visitar, que poderíamos ir à praia, beber uma cerveja. Ela logo negou, dizendo que não gostava de cerveja, preferia outras coisas e nos indicou um vinho que ela gostava muito. Nos despedimos, saímos de lá e dias depois experimentamos o vinho que ela havia nos indicado.

Vivenciar esses pequenos gestos, conhecer essas pessoas, realmente me faz feliz, e acho que isso é a melhor parte de uma viagem. Conhecer os lugares e as paisagens é ótimo, mas as pessoas, nossa.. Conhecer pessoas diferentes e trocar histórias é sempre o mais divertido, e fico feliz por dessa vez, ter maturidade o suficiente para absorver essa experiência toda, pois sei que na primeira vez não tive tanto, como sei também que as próximas serão ainda mais produtivas.

domingo, 31 de janeiro de 2016

- Por quê?.

Não sei, não sei mais o que pensar, não sei quais são os reais motivos, e estou começando a acreditar que isso nunca terá fim. Na verdade, nunca teve, não é mesmo? Acho que apenas passei esses anos todos me enganando e mascarando tudo o que estava realmente acontecendo. O copo transbordou e eu simplesmente não aguentei, mas acho que já está na hora de contruir aqueles muros novamente, porque a realidade é: não fica mais fácil, todo dia é umas constante lutas, os dias bons são poucos, e os ruins são a maioria.
Hoje percebo tudo o que realmente está acontecendo, não só comigo, e apenas desacredito. Desacredito nos outros, mas principalmente, desacredito em mim mesma.
Olho para minha irmã e penso: "que tipo de influência eu sou? O que ela pode esperar de mim?";
Olho para os meus pais e penso: "por que fazer isso com eles? Os problemas já são muitos e as dificuldades também, eles não merecem uma filha que seja assim..".
Realmente, essa é a mais pura verdade. No momento eu não passo de um grande fardo para os outros, uma grande preocupação e mais uma dor de caneça. E pra quê? Não vale à pena, nunca vai mudar, nunca vai melhorar, e mesmo se sumir, um dia tudo volta, é sempre assim, sempre foi desse jeito e nunca será diferente. Cansada é pouco para como eu realmente ando me sentindo. Creio que esgotada seja a palavra certa, mente e corpo cansados. E mesmo eu estamdo feliz com o meu "avanço", tudo sempre será assim.
Acho que no fim, eu simplesmente me confirmei com o tipo de pessoa que eu sou. A filha irresponsável e doida, a neta que nunca consegue fazer as coisas direito ou terminar algo sequer, aquela que nunca se esforça o suficiente por mais que eu pense que não. Aquela que por mais que os outros digam coisas relativamente positivas, acaba não indo para frente, e fica sempre presa dentro de si mesma.
No fim, essa sou eu, uma pessoa praticamente sem evolução, louca e.. Não sei.. Vazia talvez? 
Foda-se.








E me desculpem, me desculpem por não comseguir aer uma pessoa melhor, eu juro que sempre tentei, acho que só não o bastante...

domingo, 8 de novembro de 2015

- Mais 3 semanas.



Terceira semana seguida, e eu não estou mais aguentando. Por que isso? Por que comigo? O que mais pode vir? O que mais tem pra acontecer? Realmente não estou aguentando, realmente estou sem forças, sem vontade nenhuma, sem vida (?)...
21 dias sem aquele "bom sono", é algo que realmente ainda não tive esse ano, sem aquela vontade, sem nada, só dor de cabeça, literalmente. Músicas tristes, textos depressivos para tentar aliviar a dor, um vazio sem fim e quase nenhum sorriso sincero. Nem lágrimas tenho mais para chorar, me lamentar ou algo do tipo, acho que nem tenho mais vontade pra isso, pra dizer a verdade.
Realmente estou apenas existindo, e olhe lá.
O pior de tudo? Aquela vontade de chorar, gritar, socar alguém, fugir, e fazer o que? Nada, absolutamente nada... Ou melhor, nada além de jogar tudo para dentro, de guardar e continuar sentindo isso e somente isso. Não tá fácil, e nem sei pra quê estou aqui escrevendo, já que as coisas são as mesmas, apenas um pouco piores, porque é isso que tem acontecido, à cada semana que passa, as coisas só tem piorado mais e mais, de pouquinho em pouquinho, e tá foda.
Tantas coisas passando pela minha cabeça, tantas vontades e pensamentos loucos, absurdos, mas a consciência sempre dizendo "Não, aguenta um pouquinho mais que dá, você consegue ser forte, enfrenta isso sozinha, a luta é somente sua", e eu continuo, mas realmente não sei pra quê.
Acho que não tá mais valendo à pena aguentar. Quem sabe as coisas mudem daqui pra frente e pra melhor, apenas não sei qual será a visão de "melhor" que o resto terá.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

- Sem Novidades.



29 de Outubro de 2015, 22 anos, e a mesma sensação dos últimos anos: vazio.

Uma das coisas que eu realmente não gosto nessa vida é meu aniversário, não sei como as pessoas conseguem ficar tão empolgadas, acho que até sei, mas não entendo pelo simples fato de não me sentir. Pra mim é simplesmente um dia normal, como qualquer outro, mas para as outras pessoas não.. Todas aquelas ligações, todas as mensagens, os presentes, tudo isso não me agrada nada, nunca agradou, ainda mais se não é de coração, e sim por obrigação.
Não acordo feliz e nem triste, acordo indiferente, levo meu dia normalmente, não planejo festas, não fico animada querendo reunir os amigos e sair, nada disso.
Esse ano entramos em um dilema, sem dinheiro, sem tempo e cansado, queríamos apenas sair entre nós de casa, e mesmo eu não estando animada nem para isso, fiz um esforço e decidi pedir pra minha mãe comprar um bolo, uns salgadinhos, mas não por mim, pelos meus avós, principalmente minha avó, que mesmo dizendo que não faz questão, sei que no fundo fica triste quando não fazemos essas reuniões como antigamente, mas não estou animada, bem longe disso.
Nos últimos anos venho apenas existindo, e esse ano venho apenas sofrendo, uma merda atrás da outra, um problema atrás do outro, e não está fácil. Sei que outras pessoas passam por situações bem piores, em idades superiores ou inferiores à minha, mas é a minha dor, e acho que mesmo com esse pensamento, tenho o direito de me sentir mal por mim mesma pelo menos uma vez nessa vida. Certo? Certo.
Sei que hoje o dia será um saco, eu realmente não consigo gostar, e tudo o que vem acontecendo só faz com que eu deteste ainda mais esse dia. Pra que comemorar uma data dessas, sabe? Não fiz nada de diferente, nada de novo, nada de bom, muito pelo contrário. Esse ano só dei trabalho e dor de cabeça, e isso me deixa bem triste, então PRA QUE comemorar mais um ano? Mais um ano que foi uma merda? Não sei, realmente não sei... Assim como no Natal, onde não em sinto empolgada e muito menos animada. Uma data que pra mim é completamente cheia de falsidades, um senhor capitalismo, perda de tempo e dinheiro, e que acabou perdendo um pouco o sentido desde que perdi minha avó paterna. Creio que naquela época eu gostava mais pelo fato de ser pequena, até meus 7/8 anos essa ainda era uma data bacana, todos comemoravam juntos, se reuniam, nada de estresse por conta de presentes caros, cada um dava o que podia, sem expectativas, sem pressão, agora é completamente o contrário, e isso me revolta, mas enfim.
1/4 de vida vivido por mim, e o que sinto em relação à isso? Nada.
Espero que um dia as coisas mudem, ou que pelo menos esse vazio diminua, porque parece que cada ano que passa, tudo se torna ainda mais difícil, e realmente não é fácil continuar aguentando.

Bom... Parabéns pra mim, yay.

domingo, 18 de outubro de 2015

- Drown.



A vida é tão curta, tão curta que até mesmo assusta. Uma hora estamos rindo, nos divertindo, e na outra estamos lutando por nossa própria vida. Confuso? Triste? Irônico? Talvez... Apenas sei que é difícil, é difícil viver com esse vazio, esse vazio horrível que não some por nada, por mais que você tente. Ele te engana, vai e volta quando você menos espera, e o pior de tudo? Você nunca está preparado, e nunca vai estar.
Durante anos eu venho tentando, por algum tempo mascarei tudo isso, e agora, durante meses eu venho tentando novamente, mas dessa vez acho que esse vazio está ganhando a batalha. Tantas coisas aconteceram, aprendi a dar um novo valor à minha vida, mas acho que não é o suficiente. Vejo pessoas próximas sofrendo, algumas mais do que as outras e por motivos muito maiores do que os meus, mas por que diminuir minhas frustrações quando elas são grandes demais para mim?
Se eu pudesse, nesse exato momento, tentaria afogar essa tristeza novamente em algo que fizesse essa dor passar, pelo menos momentaneamente, mas infelizmente tenho consciência das coisas que vem acontecendo comigo, isso me faz perder a coragem de tomar certas atitudes que já tomei no passado. Se isso é bom? Talvez, porém não sei se eu quero o bom.
Não tem sido fácil, cada hora uma novidade pior do que a anterior, acho que realmente não estou aguentando mais, estou realmente a ponto de explodir, são coisas demais para eu aguentar sozinha, coisas demais para a minha cabeça, coisas demais para eu suportar. Mesmo com os outros dizendo que não estou sozinha, sei que estou, e sei que será sempre assim, mas é melhor assim, dessa maneira não preciso dividir toda essa dor com os outros.
Onde estão as ondas quando preciso? Aquela sensação de liberdade quando elas tomam conta de você, do seu corpo, e a única coisa que você consegue fazer é sentir. Sentir a água, sentir a força do mar, sentir as ondas te levando cada vez mais para baixo. E o melhor de tudo? O melhor de tudo é quando você não sente vontade de subir, apenas de permanecer lá, se conectando com tudo e ao mesmo tempo com nada, apenas existir, apenas não sentir.
Pode parecer ingrato, mas realmente me sinto grata por tudo o que fizeram por mim até hoje, não tenho como agradecer, mas esses problemas que vocês tentam resolver, meus problemas, isso não vai acontecer. Tudo o que eu mais amo, pessoas, hobbies e tudo mais, apenas não estão mais me interessando tanto, não me sinto mais tão feliz, não me sinto conectada, e... Não sei. Apenas queria poder ficar sem sentir, pelo menos mais uma vez, pelo menos mais um pouco.

"What doesn't kill you, makes you wish you were dead. Got a hole in my soul growing deeper and deeper, and I can't take one more moment of this silence, the loneliness is haunting me, and the weight of the world's getting harder to hold up.
It comes in waves, I close my eyes, hold my breath and let it bury me. I'm not okay and it's not all right".

segunda-feira, 30 de março de 2015

- I Just Don't Know What To Feel.



Yeah, this post is in english... I really don't know why, but it just felt right at the moment. Well, I discovered what I have, and know it's not just depression anymore, we have the fucking panic syndrome as well, and it really REALLY sucks. I tought everything was going okay for a while, last year wasn't the best of my life, just in the beginning I had to make a little surgery, take my gall bladder of, no big deal. After that I tought "Okay, everything's going to be ok now, things will flow and my life will start to get better for real. Graduated from college, good job, not doing what I really love but at least I'm in my area", but no, life is harder than we think... When we think we won, she pushes us back agains the fucking hole, making us try to crawl back, again and again.
It's hard, it really is, but I managed almost everything, in the end of the year my grandma got sick, stayed in the hospital for a few days, and we tought she was fine. New year I traveled with my friends to Floripa, to visit my uncle for the first time in almost 7 years since he moved there. It was pretty awesome, but my best friend got crazy and pissed my off, taking all my strenght till I gave up on him. We came back, and I was already feeling like shit again, but never spoke to him till the day he came to me, saying he misses me and blablabla. We start to feel like old time again, but in the begining of March I started to feel sick, stopped working for two weeks till' I had my first crisis... It scared the hell out of me, it was hard to face that, seeing my mom trying to help me but doing nothing, also as my dad, my sister so scared that I don't even know, and that was when I discovered this new disease, "SO AWESOME".
I started all the possible treatments, the first days with medication I felt like shit again, or worse, and then, at one good sunday, when we were having lunch with my family, my grandma almost died. There, in my house, in front of my, in my arms. She's alive, me and my dad, well, we saved her, thank God, but she's still not okay, and I'm so fucking scared, because I quit my job and can't even help to take care of her because I'm freaking out and feeling sick all the time. My mom is going crazy as well, well, she don't want to loose her mother, and me... I'm just worthless.
So, this is the begining of my 2015... Crazy, with no job, no plans, trying to make new ones but it's so hard, and that's it. Right now I'm just freaking out again, and decided to put some of my frustrations here, in english, because I don't know why, and listening to the same song over and over again (Babe I'm Gonna Leave You by Led Zeppelin - Thanks OTH soundtrack for remember me of this amazing song).
And for now... Idk, I guess I'll lost myself insede my mind for a little bit more and see what happens.

P.s.: I'm not suicide, just crazy and disturbed. I love life, sometimes.

quinta-feira, 26 de março de 2015

- Timing Is Everything.



Quando as estrelas se alinham, e você tem um tempo pra você, as pessoas acham que você tem sorte, mas você sabe que não é. Pode acontecer tão rápido, ou um pouco tarde, mas o tempo é tudo.
Você sabe, eu já estive por um triz diversas vezes, e muitas dessas poderia ter sido eu, mas não... Eu aprendi jovem o quanto a vida pode ser frágil. Perdi amigos meus, mas acho que não era a minha hora, pois outras chances sempre vieram, mas até quando?
Eu poderia estar mais um minuto atrasada, poderia ser só mais uma música inacabada, e quando parece que é difícil encontrar uma rima, é aí que aparece uma, bem na hora certa, para transmitir as coisas certas.
Nunca é fácil, e nunca será... No momento só estou perdida, mas não sei se estou tentando me encontrar, se quero me encontrar. O buraco é tão mais fundo quanto eu imaginava, as coisas que via e pensava não eram nada, comparadas à todas essas sensações que surgem ao mesmo tempo, do nada, me afundando mais e mais.
Não sei se ainda tenho forças, e sei que o tempo é tudo, mas quanto mais tempo o tempo pode ter? Uma hora tudo se esgota, as forças, os tempo, a paciência, a vontade, e quem sabe já não esteja na hora. Talvez sim, talvez não.
Quem sabe...



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

- One More Last Martini.



Cinco horas da manhã, algumas noites mal dormidas, e uma angústia no peito que só tende a crescer. É exatamente isso o que eu venho sentindo... Não sei dizer, hora as coisas parecem estar melhorando, ficando mais fáceis, e de uma hora para a outra, de repente, tudo muda, aquela música te desperta aquele sentimento novamente, e o aperto no coração volta, sem você nem saber qual é o ponto de origem.
Não é fácil, de verdade, e ultimamente eu venho sentindo que estou perto de perder o controle novamente. Realmente não quero que isso aconteça, mas às vezes, penso que é realmente bom chegar ao fundo do poço novamente, para reaprender à se reerguer.
Enfim, hoje as palavras me faltam, mas quem sabe, após mais uma dose a inspiração volte, afinal de contas, sempre temos mais um drink após o que foi dito ser o último, até nos sentirmos completamente satisfeitos.

"Turn down the lights; turn down the bed; turn down these voices, inside my head..."

terça-feira, 21 de outubro de 2014

- Pensamentos Repetidos.



De repente me pego aqui de novo, escrevendo e escrevendo, tentando me livrar dos meus demônios, aqueles que apenas decidem aparecer nas horas mais inoportunas. Me pego ouvindo músicas, com letras ou melodias depressivas, refletindo meu dia a dia e meus devaneios. Me pego pensando, pensando em como tudo foi acabar assim, em como eu pude acabar assim, com esse imenso vazio em meu peito.
Geralmente não é tão difícil assim, me esconder de meus sentimentos, esconder o que sinto e como me sinto para os outros, vestir aquela bela máscara e desfilar pelos cantos como se a vida fosse absolutamente bela. Pois é, ela não é. A vida não é fácil, nunca foi, e nunca disseram que deveria ser. A vida é bela sim, se a olharmos com os olhos certos, ou talvez com os olhos incertos, de fato não sei dizer. Apenas sei que amo a vida, mas ao mesmo tempo a odeio, a odeio pelo fato de odiar como me sinto, e culpo a vida por ser o meio mais fácil de me desfazer da culpa.
Difícil mesmo é entender por que essas coisas acontecem, ou por que fazemos com que elas aconteçam. Se merecemos as consequências, ou se por acaso é apenas o caminho certo tomar as decisões erradas em tal momento, para que no futuro, as mesmas venham como recompensas e aprendizados. Talvez sim, talvez não... Apenas sei que mais uma noite, mais uma noite sem dormir é o suficiente para me fazer voltar aos antigos hábitos, aqueles não tão bons e aqueles não tão ruins.
Cinco horas da manhã e aqui estou eu, escrevendo, ouvindo, sentindo, temendo. Sim, o medo, não... O receio tem tomado conta dos meus vazios e meus pensamentos. Medo é um sentimento muito forte, creio que o receio seja o certo para descrever o que venho sentindo, pois realmente não é fácil. Não é fácil ter de enfrentar todos esses demônios novamente, pois dessa vez eu talvez não estivesse tão preparada. Às vezes me pego pensando se sou boa o suficiente, ou apenas se sou forte o bastante, são tantas coisas acontecendo em tantos anos, que apenas sinto minhas forças se esgotando, indo embora pouco a pouco, e isso sim realmente me dá medo. Não, não quero perder minhas forças, não quero perder minhas esperanças novamente. Não quero voltar para aquele lado escuro outra vez...
Sinto que se isso acontecer novamente, dessa vez será um caminho sem volta, porque talvez, e somente talvez, eu não terei mais forças para continuar lutando, pois a ajuda que vem de fora realmente não é uma ajuda, e todas aquelas palavras amigáveis servem apenas para me fazer sentir mais raiva, mais angústia, e novamente, mais receio.
Então apenas digo, terminando mais um capítulo dessa minha eterna história, por favor, faça isso parar, por favor, faça com que eles vão embora, por favor, não vá embora.

"Fique, é apenas mais um drinque, apenas mais uma conversa, e dessa vez será por minha conta. Depois disso, todo o resto será esquecido."

domingo, 26 de janeiro de 2014

- Arrependimentos.



Chega uma hora em que os arrependimentos se tornam grandes, e a dor maior ainda. É, às vezes parece que carrego o peso do mundo em minhas costas, mas é apenas o peso de minhas preocupações. Não é fácil, nunca foi.
Me arrependo de tanta coisa, mas ainda mais das que eu não fiz. Me arrependo de ter me tornado assim, de ter deixado as coisas assim, de não ser boa o suficiente, e principalmente por causar desgosto para vocês. Não queria que as coisas fossem assim, queria que fossem melhores, diferentes. Não queria sofrer tanto, queria ao mais fácil, mais bonito, mais real, e principalmente melhor.
Desculpe-me por fazê-los passar por isso, já que eu é quem deveria enfrentar meus problemas sozinha, e sempre tento fazer isso. Apenas queria que tudo fosse diferente, desde o começo...
Mais ainda bem que há uma esperança, e não deixem essa chance escapar. Façam diferente, tomem conta e cuidado para que não aconteça o mesmo que aconteceu comigo, quero uma vida diferente para ela.
Que tudo corra bem e normal, que as coisas aconteçam em seu determinado tempo, e que tudo fique em paz. É difícil, mas também é mais simples do que parece. Um dia tudo chega ao fim, e espero que o final disso tudo comece logo.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

- Vida desregulada.



Enfim, o ano está acabando, foram tantos acontecimentos e decepções que nem sei... Formada na faculdade, e parece que finalmente consegui completar algo na minha vida da maneira devidamente correta, se é que assim posso dizer. Dois anos cansativos, dois anos de descobertas e amor à futura profissão, e ao mesmo tempo, dois anos de decepções, com os outros e principalmente comigo mesma, dois anos de mudança de humor, comportamento, opinião... Dois anos de "sufoco interno". Resumindo, dois anos conturbados, em que tudo o que eu já havia conquistado anteriormente e novamente, foi absolutamente perdido e substituído por um desgosto e desconforto interno absurdamente grande.
Para ser sincera, não é surpresa que essas coisas estejam acontecendo comigo, afinal de contas, nada nunca deu 100% certo na minha vida, parece que eu nasci para ver tudo o que eu tentei conquistar, desmoronar logo na minha frente, bem diante dos meus olhos, e eu sem poder fazer nada, ou somente sem ter forças para fazer algo.
Como todos os anos, esse é mais um que chega ao final, a vida continua, e o desprazer de vivê-la também. Ainda tento encontrar alguém que partilhe do mesmo sentimento que eu, a mesma negação à vida, seguida de uma vontade imensa de viver, explorar o mundo e seguir os próprios sonhos, seguida de uma total falta de apoio moral próprio. Não, realmente não é fácil... Tentar lidar com isso tudo sozinha nunca foi fácil, e a tendência é apenas continuar piorando. Sei que isso soa pessimista, mas não posso fazer nada se em todos esses anos, a vida não me deu um único motivo para sorrir e ter vontade de não parar mais.
Os pequenos sorrisos que tenho, não são suficiente para preencher o imenso vazio que existe dentro de mim mesma, e também são o suficiente para disfarçar o meu desgosto e falta de vontade com a vida.
Enfim, 2013, espero que você tome no cu, pois esses últimos anos foram um lixo, sem grandes conquistas, sem grandes vontades, sem vitórias, apenas derrotas e quedas, uma atrás da outra... E que 2014 venha para iniciar uma nova fase de horror.
Não peço para que seja melhor, pois sei que na atual situação em que vivo, isso será bem difícil de acontecer. Apenas peço para que ano que vem, eu tenha forças para enfrentar meus antigos e atuais problemas, e que com isso, crie coragem para enfrentar os novos que surgirão. Espero também conseguir me estabilizar em algo, para finalmente parar de ouvir encheção de saco e opinião alheia de pessoas que deveriam ficar quietas e poupar seus sermões escrotos na hora de querer me apoiar, afinal, se fizessem isso eu realmente estaria menos surtada agora.

domingo, 21 de julho de 2013

- Vidas e exemplos.


Você olha para os lados, e começa a perceber que não faz mais parte daqueles lugar. Que desde sempre se sentiu deslocada, mas nuca soube ao certo explicar o por quê de tudo aqui. Aquele vazio no peito, aquela falta de ar, aqueles pensamentos que nunca param e que só um prevalece, aquele que diz "o que estou fazendo aqui?". Nunca é tarde pra recomeçar, sempre temos tempo para isso, mas sempre temos em mente de que isso não é necessário, ou que nunca dará certo por vários fatores, mas nenhum 100% verdadeiro.
Nunca é tarde para perceber que não precisamos de muito para fazer parte do que é nosso, ou para fazer parte de um lugar só seu. O fato de se sentir sozinha, é algo que mexe bastante com a cabeça das pessoas, que chega a levar à loucura. Nem sempre sabemos o que fazer, na verdade a maioria das vezes não sabemos, é tudo realmente complicado, mas ao mesmo tempo tão simples.
Largar tudo e ir embora, ir para vários lugares, por tempos indeterminados, fazendo coisas que você nem imagina, e coisas que tem vontade, com tão pouco no bolso, mas ao mesmo tempo tanto na mente. Minha vontade é essa, mas a única coisa que me falta, é coragem... Coragem de largar o conforto, de largar os amigos, de largar a família, de largar os sonhos, simplesmente para viver outros sonhos, e construir outras vontades. 
Será que vale à pena? Será que mudar radicalmente é a resposta para a maioria dos problemas? Será que somente dessa forma, poderei finalmente me sentir parte de algo, ou parte de algo que seja meu? A resposta é incerta, é obscura, é tenebrosa... A resposta está longe, mas ao mesmo tempo mais perto do que imaginamos.
Nunca é tarde para mudar, nunca é tarde para viver outra vez, e nunca é tarde, para seguir os exemplos deixados pelos que amamos, e tentar ser alguém melhor, e tentar fazer alguém melhor. 
O céu não é o limite para os sonhos, é apenas o começo de toda a jornada.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

- Vivendo do ódio.


Como é possível a capacidade do ser humano de odiar tanto os outros? Eu nunca havia entendido bem isso, nunca havia entendido porque existe tanto ódio no mundo, ou pra que odiar tanto os outros, mas agora eu entendo... Não é um sentimento que surge do nada, o ódio é formado pela raiva, pela mágoa, pelo desprazer. Ele não aparece sozinho, sempre vem acompanhado de uma série de fatores e outros sentimentos ruins, e não adiantar dizer que você não sente ódio, porque você sente, todos nós sentimos, seja de coisas pequenas ou coisas grandes.
O pior é tudo é quando o descontrole aparece, e você tenta concertar o que está errado com as suas próprias mãos. Em tese deveria dar certo, deveria ser uma boa solução, e há quem diga que violência não resolve as coisas... Bem, não resolve, mas ajuda.
Hoje em dias as coisas deveriam ser tão mais fáceis, tudo deveria ser melhor, as pessoas deveriam ser mais felizes, a desigualdade e o preconceito não deveriam mais existir, só que somos burros e tudo aqui acontece ao contrário. Conforme evoluímos, as coisas só tendem à piorar, e ver isso tudo de perto vai acabando com as pessoas pouco a pouco. Posso dizer que somos burros, irracionais, hipócritas, preconceituosos, iludidos, egoístas, porque somos mesmo. Os que viviam aqui antes de nós devem se envergonhar de nossas atitudes e da forma como vivemos hoje, sempre com aquela velha mania de grandeza, desprezo e falta de consideração pelo próximo.
Estamos regredindo e ninguém faz nada pra isso parar, e os que tem consciência disso ficam apenas parados, observando a humanidade se acabar ou que algo pior aconteça para acabar com tudo e "concertar" tudo de umas vez.
Eu faço parte desse grupo, mas também faço parte do outro... Ninguém escapa disso, do que está acontecendo conosco, e infelizmente, o caminho que estamos percorrendo não é o melhor e muito menos o mais fácil.
Esse é um recado para uma pessoa em especial, e eu realmente, do fundo do meu coração, espero que você continue errando dessa maneira, e que futuramente, espero que não demore muito, você sofra as consequências de todos os seus atos e atitudes nojentas. E que quando aparecer chorando, esperando por uma solução, eu simplesmente irei olhar em seus olhos e dizer "Eu avisei, avisei sobre o que poderia lhe acontecer... Você não me escutou, retrucou, e agora se vire para concertar as merdas que fez.". São palavras das quais não me arrependo de dizer, sou apenas mais uma das pessoas que está cansada de ver o rumo que estamos tomando, e esperando que o fluxo natural das coisas e da vida, concerte o que está errado ou ensine os que estão errando.

domingo, 7 de outubro de 2012

- Coragem.

Acreditar em você mesmo... Sim, muitas vezes essa é uma tarefa muito difícil, extremamente complicada, e que para alguns, parece ser quase impossível. Ter fé nas coisas que você faz ao invés de se sentir um lixo, ao invés de chorar pelos cantos por acreditar que você não é bom o bastante.
Ninguém disse que seria fácil, a vida não é fácil... Você não nasceu para receber tudo facilmente, para conseguir tudo facilmente, afinal, qual seria a graça de tudo? Muitas vezes toda essa "brincadeira" acaba ficando séria demais, e os sentimentos vão mexendo com a sua cabeça até não pode mais.
Não é fácil, não mesmo, todos passamos por esses momentos. Dos mais fracos aos mais fortes, que parecem ser os que sofrem mais, pois sofrem em silêncio. Os mais fracos demonstram suas fraquezas, seus medos, os que estão sentindo em cada momento, e muitas vezes ainda são criticados por isso.
Já os mais fortes não... Os mais fortes mantem a pose, o sorriso, a cara séria, tentando ao máximo não demonstrar seus sentimentos, pelo menos não em público. Sim, sofremos em silêncio, quando ninguém está por perto é a hora que desabamos, e os sentimentos acabam tomando conta com mais força.
É absurdamente complicado, mas vale lembrar que realmente nunca sabemos o que se passa na cabeça e no coração das pessoas, que cada um se esconde em seu próprio mundo de alguma forma. Que parecem confortáveis com o que está acontecendo ao seu redor, ou absurdamente revoltados, ou até imparciais, mas nunca param de pensar.
"Apenas me leve de volta para o começo", muitas vezes é o que se passa em nossas cabeças. Recomeçar... Nunca da maneira como queremos, no tempo que queremos, mas é sempre possível. Somente a desistência não pode nos afetar, isso sim significa o final de tudo. Mas enquanto houver força, enquanto houver energia e força de vontade, desistir não é uma palavra que faz parte do vocabulário de cada um por muito tempo. Não importando seu estado físico, mental, entre todo o resto que afeta cada um de uma maneira diferente.

domingo, 30 de setembro de 2012

- Tenha fé.

A vida nunca é justa, ela bate em você sem dó, te faz pensar, fracassar, e finalmente criar forças para seguir em frente. Para alguns é algo rápido, para outros um pouco demorado, mas que sempre irá acontecer.
Quando tudo estiver perdido, tudo bem você se sentir fraco, sem rumo, simplesmente sem saber o que fazer, faz parte... Mas o fato de não abaixar a cabeça lhe faz uma pessoa forte, não desistir, tentar seguir em frente. Não estando sozinho, pois sempre teremos alguém em quem nos segurar e tentar aguentar firme.
Sei que a perda de algo precioso dói, e como sei, mas a vida é assim, um ciclo constante de idas e vindas. Quando tudo parece estar perdido e que a luz não parece mais suficiente, aguente, mantenha-se forte, porque tudo o que acontece em nossas vidas nunca é um "Adeus", e sim somente um "Até Mais".

domingo, 24 de junho de 2012

- Hopes and dreams.

It's been a long time that I've trying to say this to myself. I don't know, its hard to admit that you've failed, that everything you've dreamed about someday is just a lie, and that you'll never have a chance in your life because you're not talented enough.
I watch those people on the shows that can really sing, can really play something, that really have talent, and then, I look at myself and think "Oh Gosh, this is not for me... I've been trying so hard and for so long, and I'm really not as good as these people are...".
Yeah, I don't know if it is sad or not, but I'm sad, for real... Everyday I wake up thinking that someday, just someday, I'll find you. Maybe in a dream (as usual), on the street, in a concert, or even if I have an opportunity to prove that I can be good.
I know I can do better, I know I can be better, not just like you, but just following your steps. At the end I'll hopefully will know what to do about my life, because today...
It's always like this and it's getting worst... My life expectations are so low, that I can die on my bed just listening to my musics and I'll be happy. hahahahaha Okay, it was a little bit dramatic but it was true.
It's hard wake up someday and realize that you're not good enough for everything that you've been fighting for. I hope that I'll can find myself in the middle of my road, because it's not easy, not at all...
You're my biggest inspiration, and I hope to find you someday. That's the only way that I'll be able to say to you how thankful I am for have you in my life. Not directly, but you'll understand. Anyway, I love you.

sábado, 16 de junho de 2012

- A dor sempre volta.

Quanto tempo... Antes esse blog costumava ter postagens de textos, poemas e coisas do tipo, mas ultimamente ele vem sendo mais usado como um "caderno de anotações", se é que assim posso chamá-lo. Mas com certeza vem sendo algo do gênero.
Bem, muita coisa mudou de uns tempos pra cá, sonhos, expectativas, meu modo de enxergar as pessoas e as coisas, meus objetivos, tudo. Não sei, não ocorreu um grande acontecimento, eu somente comecei à mudar, e não acho isso bom. Na verdade, eu não venho me sentindo bem, e acho que consigo esconder isso relativamente bem.
Aquela sensação de dor, de agonia, de mágoa, não com o mundo mas sim comigo mesma, como se algo faltasse, como se eu não fosse capaz de fazer tudo o que quero. Não sei bem como explicar, mas é algo agonizante, que chega até à sufocar. Fazia muito tempo que eu não me sentia assim, e sempre rezei pra que esse sentimento não aflorasse novamente, mas parece que não deu certo.
Creio que dessa vez esteja pior, ou não, não sei dizer ao certo... Porém, da última vez até que enfrentei bem, mas agora, não sei como irei fazer isso direito, nem sei bem o que fazer dessa vez.
Somente digo que cansei de ser forte sabe, isso realmente cansa, esgota a gente. Ninguém é de ferro, muito pelo contrário, acho que as pessoas que demonstram ser mais fortes, no fundo, são as mais adeptas ao sofrimento. 
Enfim, acho que só precisava desabafar mesmo, mas nem isso eu fiz direito. Não tem problema, irei terminar isso aqui com uma frase que vi outro dia e achei interessante, e realista. 

"Just know that everyone feels broken sometimes."

terça-feira, 27 de março de 2012

- Dolorosa Realidade.

Quando pensamos que tudo está melhorando, nos chocamos frente à frente com um grande muro e acabamos percebendo que tudo isso faz parte da nossa cabeça. Esse choque de realidade chega e te mostra que personalidade não é tudo nessa vida, e que você vale bem mais do que pensa, mas somente não dá valor a sí mesmo. É doloroso, é difícil de encarar, difícil de aguentar, mas também uma forma de provar para você mesmo que a vida está valendo mais. Nem tudo nessa vida é uma queda livre, às vezes simplesmente paramos e somos obrigados a entender porque isso está acotecendo, por mais que possa demorar. Acredito que Deus escolhe alguns para "sofrer", e aprender com o que está acontecendo. Não sei se isso tem a ver com o que você viveu no passado, ou que você simplesmente nasceu para ensinar uma lição de vida para muitos que vivem perto de você. Deus faz as coisas acontecerem através de linhas tortas, assim ele foge do normal, e os escolhidos vivenciam toda a experiência que em um futuro irá compensar em algo. Creio que eu seja uma dessas escolhidas, ainda estou descobrindo como sair tudo, como passar por tudo isso, e digo mais, algumas vezes o sofrimento é tanto que a dor se torna insuportável... Simplesmente fecho os olhos, me tranco junto às minhas músicas e deixo o sentimento fluir. Claro que algumas várias lágrimas são decorrentes desse percurso, juntamente com vários sorrisos. Mas depois disso tudo, de todo o choque de realidade, você acorda e percebe que não é tarde demais para fazer o que tem de ser feito, e com força de vontade e esperança, no final, tudo acaba sendo superado.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

- Dias atrás.

E tudo começa à se repetir, toda aquela sensação que havia sumido tempos atrás volta novamente, provocando toda a dor e o aperto novamente. Realmente não era essa a minha vontade, não era isso que eu queria... Eu queria que fosse diferente, que fosse bonito, que trouxesse alegria e que desse certo, mas nem tudo acontece como planejamos.
A vida prega algumas peças ao longo do caminho, dá algumas oportunidades e depois as tira para que você possa se dar conta de que essa não é a sua realidade, de que essa não é a vida que você poderá levar. Então, tudo o que você vivenciou se transforma em sonhos, e a dor continua. Pra falar a verdade, acho que ela nunca vai embora, somente ameniza por alguns tempos, pra depois aparecer novamente.
Não é fácil, às vezes é um pouco triste, e chorar com certeza não resolve, mas o que fazer quando você não tem mais o que fazer? Chega uma hora que as minhas respostas acabam, que tudo se apaga, e somente o que sobre sou eu, e o talento que Deus me deu.
Com o decorrer do tempo fui perdendo o medo, ou melhor, a insegurança, porque no fundo medo eu nunca tive. Pelo menos não medo de fazer o que gosto, o que amo, e sim medo de perder isso tudo de vez.
Algumas vezes eu choro, outras fico em silêncio, às vezes eu canto, às vezes somente fico parada tocando uma melodia qualquer, mas faz algum tempo que isso vem sumindo, que nada mais é como antes. Acho que minha capacidade sumiu um pouco, não venho conseguido me expressar, e isso me machuca, dói demais... Até porque, textos e músicas eram as únicas coisas que me faziam dizer o que realmente sinto. Ainda são, mas hoje, eu simplesmente não consigo me expressar na maior parte do tempo, e guardo tudo pra mim.
E a dor continua voltando, lentamente. Hoje foi pior do que ontem, do que semana passada, doeu mais, magoou mais, mas eu continuo sem dizer nada.
"Keep it to yourself and live your life. Don't let anyone hurts you, because you're stronger than anybody who said that you can't do it. Prove it, say loudly that you're not just another girl in the world, that you're better than them and that you can do it. You're good enough, embrace your dreams."
Mas infelizmente, por enquanto, a única coisa que posso fazer é esperar para que o melhor aconteça, ou pelo menos pra que algo aconteça.

domingo, 31 de julho de 2011

- Realidade.

Eu fui para outro lugar para poder pensar, esperar por um dia melhor, esperar por um sinal, esperar por uma vida. Rezando por algo que nem ao menos sei se existe ou se é mesmo possível.
Olhar para baixo e perceber que não existe mais chão debaixo de seus pés, respirar fundo e apenas aceitar a queda, aceitar a dor, aceitar a perda.
Suspirar algumas vezes esperando acordar, mas nada acontece. Um lugar escuro, frio, algo completamente incerto.
Agora olho para os lados e vejo que estou só, algo que não é novidade, tento entender o que se passa, mas nada acontece. Por que estou aqui? Presa entre paredes que nem ao menos posso tentar derrubar? Presa em um lugar feito somente para pensar em coisas que foram desconectadas, com o intuito de não serem pensadas, mas que agora vieram completamente à tona.
É assustador, é horripilante, é algo que não sei como lidar. Provavelmente todos os medos internos juntos em um só lugar, que foram acumulados por tanto tempo, para serem usados de forma catastrófica. Um momento definitivamente desconcertante, justamente por eu não saber o que fazer.
Nada aqui é sistemático, tudo tem de ser descoberto, pouco à pouco, mas não é uma tarefa fácil. Uma coisa completamente exigente, justamente para mostrar, que não somos nada mais e nem nada menos do que desejamos ser.
Somos somente nós mesmos, tentando levar nossas vidas adiante, em um mundo em que desconhecemos a capacidade de qualquer um.